sábado, 20 de agosto de 2011

Amo esse poema...sou apaixonada por obras de Castro Alves 

Eu sou como a garça triste 
Que mora à beira do rio, 
As orvalhadas da noite
Me fazem tremer de frio. 
Me fazem tremer de frio,
Como os juncos da lagoa; 
Feliz da araponga errante 
Que é livre e que livre voa.
Que é livre e que livre voa
Para as bandas do seu ninho,
E nas braúnas à tarde 
Canta longe do caminho. 
Canta longe do caminho. 
Por onde o vaqueiro trilha, 
Se quer descansar as asas 
Tem a palmeira, a baunilha. 
Tem a palmeira, a baunilha.
Tem o brejo, a lavadeira, 
Tem as campinas, as flores, 
Tem a relva, a trepadeira. 
Tem a relva, a trepadeira. 
Todas têm os seus amores, 
Eu não tenho mãe, nem filhos 
Nem irmãos, nem lar, nem flores."

(Trecho do poema “Tragédia no Lar” de Castro Alves)

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